2 de janeiro de 2009

fenece a tarde cinza
como o sopro da chaminé
em frente a casa
o cedro envelhece
.
enquanto faço versos
em minhas mãos dançam rugas
que ao contorno da escrita
obedecem aduncas
.
contemplo o balé
que tantas tardes
se encarregaram de compor
à pele em flor
.
no entanto faço versos
como os galhos encanecidos
das árvores que serenamente
seguem o vento

.

Juliana Meira
Fotografia de João Martins

18 comentários:

Mara faturi disse...

Ai que poema mais lindo Ju...que bom começar 2009 assim;)
grande bjo!
* tb postei poema novo lá no per-tempus...

Renato de Mattos Motta disse...

Parabéns, Poemeira!
Ficou lindo!
Tive a honra de ver a infância destes versos
de acompanhar de longe
tua forma de educá-los
e conduzí-los
a este florescer
de um outono
em pleno verão!

Obrigado!

joão pedro wapler disse...

não conhecia teu blog. muito tocante e verdadeiro esse poema. vou continuar freqüentador pra desvendar mais esse lirismo real que tu transmite docemente.
tenho meu blog e adoraria a tua visita: www.poesiaimoral.zip.net

Cláudia Gonçalves disse...

Ju, que delícia de blog,dá vontade de ficar por aqui viajando nos teus versos!
Parabéns, poetaça...

Beijodafã.

Juliana Meira disse...

Mara, muito bom receber tua visita.. obrigada!
estive em teu per tempus
(=
um 2009 cheinho de poesia pra ti poeta!

..

Renato poetamigo
fico contente em contar com tua leitura, com tua amizade! obrigada obrigada

Juliana Meira disse...

oi João Pedro, grata por tua presença no tempoema, por tuas palavras. seja bem-vindo!
também estive em teu blog.

..

Cláudia Cacau querida!
alegria te ler aqui poeta!
obrigada
beijo!
(=

nana_hits disse...

Ai, que lindo!
Beijicos!

Juliana Meira disse...

Nanamiga querida!
grata! beijicos

Eldo Meira disse...

Esse pé de cedro será àquele lá de casa? Até parece que ele está proseando com a chaminé da lareira. Gostei minha filha. Um abraço.

Juliana Meira disse...

o antigo cedro soprou uns versos e fez brotar o poema..

abraço e beijo da filha coruja que fica orgulhosa de ler o pai no tempoema!

Sidnei Schneider disse...

gosto das referências à passagem do tempo. na minha leitura o cedro enegresce ao envelhecer. quem entendia tudo de tempo era o shakespeare, veja-se os sonetos. 'enquanto faço versos', rugas, mãos aduncas, ainda que eu imagine as tuas, bonitas, o que só reforça a poesia, a reflexão sobre o tempo não é privilégio dos velhos. e aqueles 'galhos encanecidos' e o eu lírico do poema fazem versos com o vento..

Juliana Meira disse...

Sidnei,
me alegra que esses versos contem com tua leitura. muito obrigada, grande abraço poeta!

** Renata von Ameln ** disse...

Amiga querida!!
Que poema divino pra começar 2009!
Parabéns, parabéns, parabéns!!
Esse ano é teu,mas o presente é nosso: teus poemas.
Gde beijo

Juliana Meira disse...

ô Renatamiga..
eu quem agradeço por tuas palavras e pelo presente da tua amizade!!
beijo beijo

Cecília Borges disse...

Ju, continue.
Seus versos seguem o vento,
eu os sigo!
Beijo.

Juliana Meira disse...

que bacana, Cecília.
também acompanho tua poesia,
beijo!

romério rômulo disse...

juliana:
te encontrei no marcílio,gostei do seu poema,decidi vir aqui.
um abraço.
romério

Juliana Meira disse...

legal, Romério.
seja bem-vindo,
abraço!

2 de janeiro de 2009

fenece a tarde cinza
como o sopro da chaminé
em frente a casa
o cedro envelhece
.
enquanto faço versos
em minhas mãos dançam rugas
que ao contorno da escrita
obedecem aduncas
.
contemplo o balé
que tantas tardes
se encarregaram de compor
à pele em flor
.
no entanto faço versos
como os galhos encanecidos
das árvores que serenamente
seguem o vento

.

Juliana Meira
Fotografia de João Martins

18 comentários:

Mara faturi disse...

Ai que poema mais lindo Ju...que bom começar 2009 assim;)
grande bjo!
* tb postei poema novo lá no per-tempus...

Renato de Mattos Motta disse...

Parabéns, Poemeira!
Ficou lindo!
Tive a honra de ver a infância destes versos
de acompanhar de longe
tua forma de educá-los
e conduzí-los
a este florescer
de um outono
em pleno verão!

Obrigado!

joão pedro wapler disse...

não conhecia teu blog. muito tocante e verdadeiro esse poema. vou continuar freqüentador pra desvendar mais esse lirismo real que tu transmite docemente.
tenho meu blog e adoraria a tua visita: www.poesiaimoral.zip.net

Cláudia Gonçalves disse...

Ju, que delícia de blog,dá vontade de ficar por aqui viajando nos teus versos!
Parabéns, poetaça...

Beijodafã.

Juliana Meira disse...

Mara, muito bom receber tua visita.. obrigada!
estive em teu per tempus
(=
um 2009 cheinho de poesia pra ti poeta!

..

Renato poetamigo
fico contente em contar com tua leitura, com tua amizade! obrigada obrigada

Juliana Meira disse...

oi João Pedro, grata por tua presença no tempoema, por tuas palavras. seja bem-vindo!
também estive em teu blog.

..

Cláudia Cacau querida!
alegria te ler aqui poeta!
obrigada
beijo!
(=

nana_hits disse...

Ai, que lindo!
Beijicos!

Juliana Meira disse...

Nanamiga querida!
grata! beijicos

Eldo Meira disse...

Esse pé de cedro será àquele lá de casa? Até parece que ele está proseando com a chaminé da lareira. Gostei minha filha. Um abraço.

Juliana Meira disse...

o antigo cedro soprou uns versos e fez brotar o poema..

abraço e beijo da filha coruja que fica orgulhosa de ler o pai no tempoema!

Sidnei Schneider disse...

gosto das referências à passagem do tempo. na minha leitura o cedro enegresce ao envelhecer. quem entendia tudo de tempo era o shakespeare, veja-se os sonetos. 'enquanto faço versos', rugas, mãos aduncas, ainda que eu imagine as tuas, bonitas, o que só reforça a poesia, a reflexão sobre o tempo não é privilégio dos velhos. e aqueles 'galhos encanecidos' e o eu lírico do poema fazem versos com o vento..

Juliana Meira disse...

Sidnei,
me alegra que esses versos contem com tua leitura. muito obrigada, grande abraço poeta!

** Renata von Ameln ** disse...

Amiga querida!!
Que poema divino pra começar 2009!
Parabéns, parabéns, parabéns!!
Esse ano é teu,mas o presente é nosso: teus poemas.
Gde beijo

Juliana Meira disse...

ô Renatamiga..
eu quem agradeço por tuas palavras e pelo presente da tua amizade!!
beijo beijo

Cecília Borges disse...

Ju, continue.
Seus versos seguem o vento,
eu os sigo!
Beijo.

Juliana Meira disse...

que bacana, Cecília.
também acompanho tua poesia,
beijo!

romério rômulo disse...

juliana:
te encontrei no marcílio,gostei do seu poema,decidi vir aqui.
um abraço.
romério

Juliana Meira disse...

legal, Romério.
seja bem-vindo,
abraço!