
a voz do morro
(Ronald Augusto)
rasgacéu e mausoléu de nuvens
lá vai o morro: visto que parece meio
sem jeito mas paira quando nada
um passo perene e ainda outro
sobre a cerviz viridente quase
escura dele quando toda essa brancura
em desmesura escarnece
demora-se romeira um debruar-se
opressivo de bruços
em fila gigantas velhuscas
monjas lontanas nesta variedade
de formatura solar
mancheias de velofinos grisalhos
em carícias contra o verde crestado
a cabeleira cabocla desfeita
sobre a testa do morro que se
acrioula achando a coisa toda
sem serventia e nem unzinho
cachorro latia e vaca nenhuma
mu
Esse poema está na segunda edição do livro "No Assoalho Duro", Editora Éblis, 2010. Na imagem, retrato de Ronald Augusto, por Rosa Marques.
5 comentários:
Bom retorno ao próprio blog!
Abraço e bjs
obrigada Sidnei!
um poema do Ronald sempre vai bem. abraço
Ótimo poema do Ronald.
Bela escolha, Juliana.
grande abraço!
José Antônio Silva
bacana receber tua visita Zé Antônio. abraços poeta!
muito bom
om
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