
a colônia de cupins trabalha
em minha mesa de centro sua casa
rente às notícias passadas
passeiam traças
e nas tomadas a muda sintonia
das formigas
enquanto o porta-retrato empoeirado
transmuda ácaros em teu descaro
na antiga fotografia
Esse poema está transcrito em linguagem Braille, onde faz parte de "Poema em Foco". A imagem é minha "grafia", foto da poeta e artista plástica Sandra Santos, organizadora da exposição que reúne os poetas Alexandre Brito, Alice Ruiz, Cairo Trindade, Cláudia Gonçalves, Dennis Radüns, Fabio Brüggmann, Glauco Mattoso, Gilberto Wallace, Jaime Medeiros Jr., Jiddu Saldanha, Juliana Meira, Liana Marques, Lau Siqueira, Mara Faturi, Mario Pirata, Nicolas Behr, Renato Mattos, Ricardo Portugal, Ricardo Silvestrin, Ronald Augusto, Roseane Morais, Sandra Santos, Sidnei Schneider, Telma Scherer e Tulio H. Pereira.
7 comentários:
descarado poema juliano
maravilhosamente empoeirado
belamente amarelecido
se desfazendo em delicadezas
como achado arqueológico
Além do porta retratos, o bom é que aqui "tem poema", rs.
legal, Renato! grata
..
bem-vindo MaicknucleaR. estamos aí!
Cupins, traças, formigas e ácaros em versos de um rigor de linguagem exemplar, enxutos no dizer muito, com vogais que toam entre si nos finais de versos e pequenas surpresas pelo caminho: tudo isso surfando sobre um sentido bem construído, como a onda da luz surfa sobre a sua partícula. Gostei de ver!
Sidnei,
obrigada por tuas palavras, grande abraço poeta!
trabalhas também como um desses seres
colegas de vida
sem muito alarde
- mas quando descobrimos
não passa batido!
Parabéns, Juliana!
Abraço
José Antônio Silva
opa, José Antônio Silva!
grata poeta. abração!!
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