
A VIDA ABSTRATA
(Gilberto Wallace)
Tento traçar o meu destino com uma régua,
mas a vida não me dá nenhuma trégua,
comporta-se como uma louca num triste enredo.
Eu a escondo, tal um segredo.
Ziguezagueante sorte que se arrasta por anos perdidos
numa réstea de névoa.
O rio das recordações deságua tanta datas,
nascimentos, aniversários, casamentos,
alguém se mata,
umas feitas de alegria, outras de nostalgia.
A vida, tão real, me parece abstrata.
Esse poema está no livro "Cenas de Uma Vida", 2011. A imagem é "Soft Watch at the Moment of First Explosion", de Salvador Dali, 1954.
8 comentários:
Obrigado, querida Juliana peça distinção que o meu poema mereceu
Wallace, "tempoema" e eu quem agradecemos tua participação aqui. abração, poeta!
Lindo poema, Wallace. Parabés por divulgá-lo, Juliana.
Um abraço!
José Antônio Silva
grata por tua visita, poeta. abraços!
Seus poemas são otimos!
gostaria que olhasse os meus.
negrumemental.blogspot.com
valeu, Brenda! abraços
Um belo blog, gostei dos poemas...
seguindo voce :)
http://apenassorrir.blogspot.com
obrigada (= abraços
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